Ela gosta mesmo é do nada, da mesmice e das esquisitices de ser a
mesma, sempre e todos os dias; é apegada em raízes, histórias e memórias. Nem sempre contadas por ela, mas as vezes contadas para ela..
Mas ela nem sempre foi assim, ela já foi outra e já foi de outros..
Quem olha não imagina o que ela quer..
Ela vai querer conhecer o mundo, o fundo de tudo, os sabores
e os valores.
Quer sentir o corpo vibrando, olhos brilhando e o arrepio na pele..
Quer conhecer pessoas, costumes e origens..
Quer viver o novo
porque as vezes se sente cansada da mesmice de ser quem ela é.
Vai querer uma
nova paixão, alguém que faça seu coração disparar ou que reencontrar aquele
boyzinho da adolescência que fazia sua boca secar..
Ela quer reencontrar
azamigas e reviver cada momento de loucura e conhecer novas amigas e viver
novos caminhos.
Mas se engana quem vê esse toque de loucura em seu olhar,
porque no fundo ela sempre foi ligada às mesmices, ao costumeiro.
Ela gosta
mesmo é de ser nostálgica, de olhar a vida passar, sentada numa varanda com sua
xícara de chá quente.
Ela gosta é de sair e saber para onde vai voltar, de
saber quem ela vai encontrar a sua espera. Ela tem medo – ou se cansou - dessa vida cheia de turbulências e muito
viva.
Porque ela gosta mesmo é de viver a mesmice de todos os dias e a
estabilidade que essa vida traz..
