sábado, 1 de dezembro de 2018

~ E a borboleta saiu do casulo ~

A vida tem dessas coisas, precisamos fechar um ciclo para iniciar um novo! Iniciar uma nova fase dá  medo e frio na barriga.
A alguns  anos venho me elaborando para enquanto lagarta, viver e ver  de tudo, sabendo  que um dia teria  de me recolher num casulo para iniciar minha temida fase de vôos  e belas flores, enquanto borboleta.

E assim o fiz! A quase 04 anos venho desconstruindo uma imagem que fiz de mim mesma, para viver  e sobreviver  enquanto mulher. Abandonei  velhos hábitos, optei  por selecionar  com quem dividia uma cama, deixei amigos que nada acrescentavam em minha vida. Por várias vezes ouvi "não  te reconheço  mais", assim como  ouvi "nossa, você  está  diferente". E eu também  me sentia irreconhecível  e diferente, mas sem saber o porquê. Foi uma transformação  lenta de mim mesma, e hj percebo  que tudo conspirou  para ser a mulher  que sou hoje. Olhando pra trás, vejo uma notável  mudança  entre uma menina determinada  para uma mulher destemida.
E agora posso voar, alcançar  novos céus  e paisagens. Descobrir  a mim mesma e perceber quantos pensamentos  loucos carrego junto ao meu peito. O vôo  solitário  me permite conhecer  outras borboletas que também  construíram  seu caminho. Mas também  me faz perceber  o quanto a solidão  é  forte e faz morada! Nesse início  de vôo  percebi que terei que lidar com meu vazio,meus medos, minha carência  e a necessidade de ter alguém. 
Já  não  aceito metades e pessoas mornas. Não  tolero as intermináveis  desculpas pelas omissões  e sumiços. Aprendi  a deixar pra trás  o que e quem, não  me faz bem.
Mudar de ciclo é desafiador e motivador.

Um ano encerrando  com chave de ouro!
Talvez apareça  um amor,talvez  não.
Talvez  encontre novos amigos, talvez me satisfaça  com meus bons e velhos.
Talvez dê mais medo, mas talvez, só  talvez  eu encontre ainda mais coragem para eu me orgulhar  de ter saído  do casulo.